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Alma de Hygge

O Hygge é um estilo de vida dinamarquês que define uma chave para a felicidade. Este blog é o culminar dessa filosofia com os fatores que para mim contribuem para ela. Ou seja, é a minha Alma Hygge!

Alma de Hygge

O Hygge é um estilo de vida dinamarquês que define uma chave para a felicidade. Este blog é o culminar dessa filosofia com os fatores que para mim contribuem para ela. Ou seja, é a minha Alma Hygge!

A Idade dos "Porquês"

Aquelas pessoas adultas, que talvez tenham a noção de um bebé acabado de nascer ou de uma criança com 4 anos. (Digo noção e nem sei bem se é realmente disso que se trata.) 

Basicamente, refiro-me aos maiores de 18 anos que continuam na idade dos "porquês". Nas crianças até aos 6 anos, é uma fase super compreensível. Aliás, é de bom grado, que ajudo os miúdos a compreender o mundo que os rodeia. Mas, mulheres e homens feitos, que perguntam tudo e mais alguma coisa já estavam em boa idade de deixarem de ser inconvenientes, maçantes, desagradáveis, intrometidos e coscuvilheiros!

-Porque não viraste à direita?

-Não vais pela auto-estrada? Porque não vais?

-Não queres comer um bocadinho? Come...Não queres? Porque não queres?

-Não tens namorado? A sério? Não gostas de ninguém mesmo? Porquê?

-Não tens carta? Como é possível? Porquê?

-Não tens descacador de alhos? Evitavas o mau cheiro nos dedos. Porque ainda não tens?

-Não tens uma bimby? Porquê? Dão imenso jeito...

-Agora a sério, como é que vives sem um saco de pasteleiro? Porque não tens?

-Porque não falas com aquela pessoa?

-Porque não montas um negócio?

-Namoram há tanto tempo... Porque ainda não casaram/vivem juntos/ têm filhos?

-Porque não fazes assim? Porque não fazes assado?

-Não bebes leite? Porquê?

-Não comes manteiga? Porquê?

-Não gostas disto ou daquilo??? Uí, porquê?

 

  E digo-vos mais... Perguntar, às vezes ofende sim!

 Adultos por este mundo fora, aqui fica o meu apelo: a partir de hoje mesmo, questionem menos e se possível com categoria.

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Desculpa lá mas...

Já repararam que é a forma mais usada para fazer perguntas inconvenientes?! "Desculpa lá, mas quanto ganhas?" ou "desculpa lá, mas quanto gastaste nas férias?" ou "desculpa lá como fizeste para comprar o carro". São alguns dos exemplos.. E também existem as "perguntas de opinião" em que o «desculpa lá» dá muito jeito!  Por exemplo: «Desculpa lá, mas porque não fazes assim ou não fizeste "assado"?» Bem, a liberdade de expressão há muito que existe e graças a Deus! Mas experimentem ler um livro ou dar um passeio à beira-mar, enriquece-vos mais. E é hygge! 

E continuando na temática das inconveniências ou das indelicadezas, há que realçar a entoação com que fazem certas perguntas, ou opiniões, ou observações, ou reparos. É verdade, a entoação! É uma melodia, geralmente desagradável... Passo a explicar, tendo como exemplo, um rapaz magro. Este é abordado por alguém que lhe é conhecido. A abordagem foi apreciativa, ou melhor depreciativa... Ou seja, surge a observação com admiração e com a tal melodia: "estás tãooo maaagrooooo "
Não é tão magro, é tãaaao maaagroooo... Acho tão indelicado! Na minha concepção há falta de congruência aqui.

Mas calma minha gente, que me lembrei da melodias das melodias! Aquelas frases direcionadas aos desempregados em tom de pena. Como por exemplos: " já arranjaste alguma coisa?" ou "ainda não arranjaste nada?". Digo-vos, a quem ainda não esteve sem emprego, mais vale anunciarem no jornal em que situação laboral se encontram a cada dia que passa. A sério! Existem pessoas que vos abordam só nesse sentido. A primeira pergunta delas não é um "tudo bem?" mas um "já arranjaste trabalho". E se já tiverem emprego, seguem-se inúmeras perguntas! Do género interrogatório PJ. Mas calma! Em compensação há quem pergunte inocentemente, ou por conversa de circunstância ou porque não nos veem há muito tempo. Todavia, muitas das pessoas que perguntam não é por isso. Parece que gostam de enxovalhar, de se sentirem superiores, de saberem da vida pessoal dos outros. Garanto que não precisam de tirar um curso de psicologia para repararem a intenção com que é feita a pergunta a respeito de trabalho. As carinhas e as entoações que pessoas fazem já chega para detetar. Outra coisa, quando não falamos de emprego, ou não queremos falar do assunto ou não temos nada de novo para contar. Não é? Então escusam de perguntar, nomeadamente se a pessoa se encontrar numa situação de desemprego longa (não deve sentir-se bem com isso). Custa-me perceber quem não tem este descernimento. Eu não pergunto nada! Se quiserem falar comigo sobre qualquer assunto eu sou boa ouvinte, mas perguntar só com a noção do indelicado, se assim houver mesmo necessidade! Eu também não faço juízos de valor, nem opino o que é relativo à vida dos outros. Acho isto tão simples e uma educação tão fundamental. Infelizmente a sociedade, de um modo geral, está podre! Não digam que as pessoas são assim, que toda a vida vai haver gente assim... E vamos tentar que as pessoas se desenvolvam. Nem só a tecnologia ou a medicina é que avança e progride!
E quando, por momentos a minha internet deixa de ser igual à vossa? É verdade, há quem pense que isso pode acontecer... (Quem está ou esteve desempregado já deve estar a perceber o que estou a dizer...) Caiem anúncios no nosso messenger, no nosso telemóvel, no nosso perfil de facebook, etc... Alguns deles nem foram lidos por quem os mandou, mas eles pensam: "bora lá mandar, porque o tótó do desempregado, não vê anúncios, não se interessa, não procura, quer é estar sentadinho no sofá a ver a vida dos outros no facebook". Só que não! Se calhar o desempregado gostava é que em vez de anúncios tivessem de facto uma proposta de trabalho para lhe dar! E ao contrário do que pensam ele procura emprego em todos os meios existentes para isso e vai aos locais de emprego propôr o seu trabalho. E só ele sabe qual a função que procura e o porquê. Porque quando olhámos para uma pessoa, só vemos a capa. As razões e os motivos das coisas etc, só saberemos se lermos o livro. E isso nem sempre é possível, logo, não julguem o livro pela capa! (e não é nada cliché.) Não me refiro só ao campo profissional, refiro-me em tudo na vida. Deixem-se de julgamentos, por favor! Esses, só o juízes os fazem! E por vezes mal feitos...

Ainda estão aí? Como estão a ver, preparem-se para lerem Os Lusíadas. Estou a discutir um tema que dá pano para mangas! 

Bem, a pressão do "ainda não trabalhas" é tão grande como a " pressão do "ainda não tens filhos", entre outras. Mas porque estamos sempre sujeitos a pressões ao longo da vida?! Quando se chega à vida adulta existem várias pressões sociais. E eu pergunto porquêeee??? Se não cumprirmos com o plano de vida tradicional e se não vamos conseguindo os ingredientes para obter esse mesmo plano, estamos tramados! Começamos a ser bombardeados tanto ou mais que todo um povo sírio! 
Ora vejamos os  tais ingredientes:

  • Formação académica
  • Carta de condução
  • Carro
  • Namorado (a)
  • Emprego full-time
  • Casa conjunta e/ casamento
  • Filhos

E por aí fora...

Porque as pessoas adoram falar. Adoram construir opiniões construtivas e destrutivas. Mas, geralmente falam muito, porém sabem pouco! Sinceramente, por muito que ache triste as pessoas serem intrometidas, é me indiferente. Cada um é como é, ninguém é melhor que ninguém. Mas isto é tudo muito bonito, enquanto não somos nós os lesados pela inconveniência de alguém. Quando acontece comigo, além de achar triste já não me é indiferente, especialmente quando essas inconveniências são recorrentes. Portanto, resta-me dizer quanto a isso, que apesar de eu não ser melhor que a Antónia ou o Fernando, que alguns destacam-se pelo seu carácter e outros pela falta dele.

Mas voltando às pressões sociais... Eu recuso-me a ceder ao "código social" imposto!
Meus queridos, façam o que vos faz felizes! Nunca sejam ou façam o que os outros querem ou que supostamente deveriam ser ou deveriam fazer. Por exemplo: 

  • se, após terminarem a escolaridade obrigatória, pretenderem viajar pelo mundo, fazerem voluntariado em África ou entrarem no mercado de trabalho, FORÇA! Mesmo que vos massacrem por não tirarem um curso superior.
  • se quiserem nunca tirar a carta de condução, não tirem! É ou não facultativo?
  • se quiserem nunca ter um relacionamento, não tenham! Podem correr o risco de vos identificarem como homosexuais. (Quando as mentalidades são pequeninas e não conseguem aceitar planos de vidas diferentes, enfim. E mesmo que fossem homosexuais não haveria problema nenhum! Não é crime!)
  • se não quiserem nunca casar ou ter filhos, não casem e não tenham! Não é obrigatório pois não?
  • se não são de todo felizes no vosso emprego e estão em condições de optarem por outro, mudem! Vão ganhar menos? O dinheiro não é tudo.
  • se não querem imigrar, não imigrem! Até porque para ter empregos que requesitem apenas o 12º ano no estrangeiro, mais vale ficarem cá no nosso país, perto dos nossos.

    Não temos que seguir um padrão. A vida é efémera. Temos que fazer de tudo para sermos felizes e tirar o máximo de prazer no nosso dia-a-dia. Além de sermos nós próprios a fazermos as nossas escolhas de vida, também somos nós e só nós mesmo a corrermos atrás da felicidade e isso implica, a meu ver, a ter-mos em conta o novo conceito que tanto vos falo, o conceito Hygge! E um bom conselho: a nossa felicidade também é afetada pelas pessoas que nos rodeiam. Se estas forem tóxicas e quando digo tóxicas,  falo de pessoas que não nos fazem sentir bem, então afastem-se delas. A vida é demasiado curta para vivermos mal à custa de terceiros. Não permitam isso!

 Só mais um pormenor. Há uns anos para cá, que o vocábulo empreendedorismo ganhou todo um sentido. Sempre existiu, mas com a taxa de desemprego a aumentar vincou-se cada vez mais. Acho muito bem e recomendo! Mas não desfavoreçam quem está inativo e não é empreendedor no sentido literal. Hoje em dia, um desempregado que não se fez à vida e não criou um negócio lucrativo, não é nada desta vida. A meu ver, também é empreendedor quem procura e sabe identificar oportunidades e as agarra. Mesmo que não sejam um sonho e mesmo que sejam temporárias, mas que dêem dinheiro e ocupação. Não precisam de ser tornadas em negócios. E agora lembrei-me dos blogs, nem de propósito né? São uma dessas oportunidades que estão no auge das tendências. Podem não dar dinheiro, mas certamente dão outras coisas.

 

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...ainda sobre o dia (s) internacional da Mulher

Minhas alminhas femininas, é ou não é verdade que há sensações tão nossas, mas tão nossas que só nós mulheres entendemos?
Refiro-me a sensações boas! (Sim porque neste blog ou é hygge ou não tem interesse!)

Corrijam-me se estiver errada...


Quando chega aquele momento de tirar o soutien;

 

Quando comemos um chocolate, ou simplesmente algo doce, naqueles dias em que nos transformamos;

 

Quando encontrámos o nosso tamanho da peça de roupa que queremos nos saldos;

 

Quando fazemos compras;

 

Quando reparámos que ainda não precisamos de ir á depilação;

 

Quando a cabeleireira nos diz que não precisámos de cortar o cabelo;

 

Quando constatámos que ainda falta algum tempo para irmos á consulta de ginecologia;


Quando a cólica mensal passa;

 

Quando nos lembrámos que existe a anestesia epidural;

 

Quando cuidámos de nós, ou até quando o nosso mais-que-tudo o faz por nós.

 

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Porquê?

Porque é que nos sentamos num lado do sofá?
Porque é que toda a gente se derrete com os ursos panda?
Porque é que há sempre uma rapariga na praia a rebentar pontos negros ao namorado?
Porque é que a experiência mínina pedida num anúncio de trabalho é de 2 anos?
Pensem nisso , mas não muito. Respondam-me lá para o fim-de-semana.

Aquela pressa que surge do nada

Falo dos homens. Dos homens que acompanham mulheres nas compras. A maior parte dos homens, até podem ter tempo para fazer um puzzle de 1000 peças, mas a partir do momento em que entram num shopping acompanhados de uma mulher, parece que foi acionado o alarme de incêndio do centro comercial. Não sei, deve ser automático! Assim que entram, perguntam logo: « Não é para demorar muito, pois não?» ou então: «Vais a quantas lojas?»
Quanto aos bancos e sofás que se encontram frente às lojas... Esses?! Não cabe mais nem uma alminha! Estão repletos de seres masculinos em espera.
E quando observámos uma montra? Como bufam... (Temos que admitir,  que enquanto vemos o conjunto de roupa que está no manequim estamos simultaneamente a processar todas as possíveis combinações que poderíamos fazer com o mesmo.) (Mas isso não interessa nada!)

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Selfies matinais

A dúvida percorre-me as veias. Opah selfies a transbordar alegria e com um brilho inigualável a desfilarem pelas redes sociais antes das 10/11h da matina?! Dou-lhes valor! Eu até gostava de fazer tal perícia, mas não consigo... 
Sabem aquela sensação de rosto preso, que por mais que eu queira sorrir, parece que acabei de levar com uma dose de cavalo de anestesia nos maxilares? Pronto.

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