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Alma de Hygge

O Hygge é um estilo de vida dinamarquês que define uma chave para a felicidade. Este blog é o culminar dessa filosofia com os fatores que para mim contribuem para ela. Ou seja, é a minha Alma Hygge!

Alma de Hygge

O Hygge é um estilo de vida dinamarquês que define uma chave para a felicidade. Este blog é o culminar dessa filosofia com os fatores que para mim contribuem para ela. Ou seja, é a minha Alma Hygge!

Meu querido mês de agosto

Estamos a meio do mês de agosto. Comparo-o a um mês de inverno. Dezembro! Digo isto pela azáfama que se vive tanto no "meu querido mês de agosto" como no "meu querido mês de dezembro". E daqui a nada é Natal!
Não sei se têm reparado, mas parece que a crise portuguesa está abrandar. Bem, é gente por todo o lado! Restaurantes apilhados, uma compra e venda frenética desde aos artigos mais banais até aos imóveis. Mas que saudável que isto é! Já tinha saudades de um verão financeiramente estável como aparenta e tão quente e solarengo como se tem sentido. (Sim, não nos podemos queixar!) Há cerca de uns 6 anos que o país se encontrava apático. Atualmente, não falta movimento por todo o lado... e turistas?! Esses então, se antes não faltavam, hoje estão por todo o lado. E venham eles!

Posto isto, espero que estejam aproveitar para fazer coisas hygge!! Gozem muito, porque infelizmente temos pouco mais de um mês para desfrutar o verão. Mas não se esqueçam que mesmo sem calor, ou sem praia, ou sem sol, ou sem dias longos ou sem esplanadas há sempre coisas hygge para fazer! Lá para outubro/ novembro já podem saborear um bom vinho ou um chocolate quente, bem junto do vosso mais que tudo e da lareira de vossa casa. Este é só um exemplo... 
Agora que tiraram 2 minutos do vosso tempo para lerem estas minhas palavras, vão até à praia ou vão comer um gelado com quem vos faz bem.

 

Pedrógão grande- O inferno e a dor

Hoje uma nação de luto e triste.
Mortos, feridos, dor, sofrimento, lágrimas, chamas, devastação, desalojados, conquistas de uma vida inteira perdidas... Um desastre.

Pode não ter sido na tua aldeia, vila ou cidade mas aconteceu!
Podias ser tu, podia ser eu, qualquer um de nós.
Vamos ajudar da maneira que nos for possível!
Os bombeiros estão aceitar ajuda em qualquer quartel do país.
Bolachas, água, conservas, frutos secos e barras energéticas, que são as únicas coisas que não se estragam com o calor.
Informem-se no quartel da vossa área de residência.

UM GIGANTE OBRIGADA a todos os que ajudam neste flagelo, especialmente aos Bombeiros-Heróis, à Protecção Civil, à PSP e à GNR.

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Porque não pode ser só o futebol que nos une.
Uma rápida chamada para a linha solidária 760 100 100 e estão ajudar com 0,50€.

 

 

Só mesmo para lembrar que a vida é só uma

Meninas e claro meninooos façam da vida uma diversão. Porque viver não é um sofrimento.
Há quem viva a sofrer sem razão, não permitam isso.

Viver é uma dádiva!

Façam tudo para serem felizes, mesmo nos momentos menos bons!

(Cá para nós, que ninguém nos ouve...

Já sorriram hoje?

Quando foi a última vez que deram uma boa gargalhada?!)

 

               Bora ser Hygge!!

 

 

De facto, por vezes somos uma canseira

Lembram-se do que sofre o vosso marido/namorado 

quando querem tirar uma foto (trezentas) com ele?

quando lhe perguntam se preferem o verniz rosa ou vermelho? Se eles escolhem o vermelho, a nossa seguinte pergunta será: Porquê? Não me fica bem o vermelho?

quando procuram um restaurante para irem jantar? A nossa indecisão chega a ser tanta, que os leva a que fiquem por tudo, até mesmo comer leite com cereais em casa ou vamos ao restaurante mais caro das redondezas.

quando têm que sair sem a nossa companhia? Somos pior que a PJ. Perguntámos quem vai, se vão mulheres, quanto tempo vão demorar e.t.c. No fim do questionário conseguimos o que até no fundo nem queríamos LOl, já não vão a lado nenhum.

quando estamos naquela altura do mês? E sejamos sinceras, não são 4 a 6 dias. Porque o TPM alarga essa perído para mais uma semanita.

quando são atacados por um vírus de fofura e nos levam às compras? Arrependem-se mais disso do que alguma vez não terem assistido a um clássico porto-benfica.

E estes são só alguns dos exemplos.


Hoje, apeteceu-me que podia ser dia do Homem. Então deixo o desafio: vamos todas agradar o nosso mais que tudo de alguma maneira, por estas e por outras razões.

 

 

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Eu cá prefiro evitar as larvas

Hoje estava eu prestes almoçar quando li uma notícia que reduz qualquer apetite!
"Homem internado em Lisboa com parasita por ter comido sushi" - foi este o título que me levou a ler o corpo da notícia. Pelos vistos, uma vulgar ida a um restaurante de sushi deu lugar a uma semana de mau estar abdominal, febre e vómitos. Após exames médicos, comprovou-se que o indivíduo com estes sintomas, tinha um parasita alojado nos seus intestinos. Maldito sushi que ele comeu!

 

Ora vamos lá ver uma coisa...

Até os homens das cavernas, no período paleolítico, usavam o fogo! O homem primitivo entendeu que o podia usar para o seu próprio aquecimento, para a defesa contra os animais de grande porte e para COZINHAR os seus alimentos.
Se até eles, naqueles tempos primórdios, cozinhavam os seus próprios alimentos,o que deu à população para comer peixe cru?!

Eu já provei a iguaria, e lá está a menos que seja frita é que lá vou comendo. Mas dispenso! Cru então, para mim é intragável! Não sou a favor deste prato japonês. Aliás, não sou aapreciadora de culinária japonesa nem chinesa. Tanto pelo sabor como da forma como são confecionados os alimentos. Sou grande apreciadora da alimentação mediterrânica, isso sim.

A meu ver, existem alimentos que têm mesmo quer ser cozinhados! Deixem para lá os sushi, salmão grelhado é tão bom!

 

Reiki, Bruxaria ou uma terapia? A terapeuta Maria Vieira conta-nos tudo numa entrevista intimista.

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A pensar no nosso bem-estar físico, emocional, mental e espiritual, hoje o tema é sobre terapias complementares, nomeadamente o Reiki.
Para que nada vos faltasse, optei por entrevistar quem realmente sabe. Maria Vieira, terapeuta de reiki há seis anos, concedeu ao Alma de Hygge uma entrevista esclarecedora e também muito emotiva. E faço questão de agradecer publicamente a Maria Vieira, por se ter entregado de corpo e alma no seu depoimento.

A terapeuta confessou ao blog "tornei-me terapeuta sem sequer o ter planeado". Foi na esperança de encontrar equilíbrio com o Reiki, que ao fim de tantos anos constantemente doente da garganta, descobriu que tinha Artrite Reumatoíde. Com a hipótese da doença estagnar ou até desaparecer começou a praticar a terapia e constatou que sem medicamentos melhorou bastante. "Desde ai acabaram-se os antibióticos, e nos últimos 6 anos tive 3 amigdalites", referiu com ânimo. 
Como foi prova viva do sucesso do Reiki, a vontade de ser terapeuta surgiu e no presente ano "optei por mudar a minha vida, mas até aí era apenas um hobby. Decidi fazer apenas aquilo que realmente gosto, ajudar o próximo em tudo o que esteja ao meu alcance."contou a Terapeuta Maria.

 

Tem outras formações? Quais e quando as iniciou?
Sim, além de trabalhar com o Reiki, trabalho com Reflexologia Podal e Tarot Energético. Estou agora a terminar formação em auxiliar de fisoterapia.O Reiki iniciei em 2011, Reflexologia Podal em 2012 e Tarot Energetico 2016.

Qual a terapia em que se sente mais à vontade e qual gosta mais?
Eu não tenho uma terapia de preferência, o que eu gosto mesmo é de poder ajudar as pessoas. A minha prioridade é utilizar todo o meu conhecimento para ajudar com mais rapidez e eficiência quem me procura.

Onde dá as suas consultas? Em que horário?
Eu trabalho no meu gabinete ,em casa, das 10h às 20h. Também faço domicílios e desloco-me a hospitais quando solicitada.  

O que é o Reiki?
A Terapia Reiki é uma arte japonesa de cura que ajuda na redução dos níveis de stress do organismo e cuja cura e meditação tem um potencial poderoso de cura física e psicológica. Baseada no conceito da energia vital, denominado Ki ou Chi e feito em pessoas e/ou animais com a imposição das mãos acima do corpo da pessoa. A energia é transmitida pelo Terapeuta através do fluxo de energia das suas mãos para o paciente promovendo relaxamento e cura. O Reiki é totalmente compatível com todas as prescrições médicas e/ou tratamentos e reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como promotor de saúde e bem-estar.

O Terapeuta de Reiki não faz diagnóstico nem receita medicamentos. Correto?
Exatamente, o terapeuta não faz diagnóstico nem receita medicação. Eu faço diagnóstico sim, mas com a terapia de Reflexologia Podal. As medicações que aconselho passam por mudar pensamentos e afirmações para se tornar mais positivo, abrindo a mente ao novo.

Diga, em que consiste uma consulta de Reiki. No fundo, o que é que faz nas suas consultas e como funciona o Reiki?
Reiki é um método de cura natural através das imposições das mãos. Alivia o stress e estados emocionais em desequilíbrio, tais como as depressões. O grande sucesso do Reiki é que é seguro, é fácil, acessível a qualquer pessoa, é simples e, uma vez activado, continua a transmitir energia ao sistema orgânico que recebeu a sua aplicação.
Na minha consulta, o paciente apenas se descalça, deita-se na marquesa, relaxa e eu aplico o tratamento. O Reiki pode também ser aplicado com o paciente sentado numa cadeira, mas fica menos confortável na minha opinião de terapeuta.

Pode-se esperar a cura através deste tratamento?
Falo da experiência que tive com esta terapia em mim e em pacientes, dependendo da doença e da abertura do paciente à mudança de hábitos, sim, tudo pode acontecer! Friso sempre que não é o terapeuta que cura nada, é a vontade do paciente em ser curado. (risos)

É verdade, que durante a consulta de Reiki não é permitido usar roupa preta?
Sim, recomenda-se a não usar a cor preta. Caso a pessoa se encontre deprimida esta cor vai torná-la mais triste. Mas ela precisa de se curar, precisa da cor da vida e de abrir a mente para o mundo. O mundo é colorido!

Esta terapia é acessível a todas as carteiras? As consultas rondam que valores?
Bem, o preço das consultas depende apenas do terapeuta. Há terapeutas a cobrarem 5 euros e há terapeutas a cobrarem 100€ por cada sessão. A questão dos preços é decidida pelo terapeuta ,não existe uma tabela única.

Quem é que recorre ao Reiki? Qual é o público-alvo desta terapia? Crianças também?
Todo tipo de pessoas recorrem ao Reiki é uma terapia para todos sejam homens, mulheres ou crianças. O meu avôzinho dizia, que as pessoas só se lembram de Santa Bárbara quando trovoa. E eu digo que só quando a doença bate à porta, é que as pessoas começam a pensar nelas e em todas as formas possíveis de se curar.

Quais são os problemas mais frequentes que levam as pessoas a socorrer-se no Reiki?
Há pessoas que fazem a sessão de Reiki apenas por curiosidade, outras para tratarem depressões e outras para atenuar o sofrimento dos tratamentos químicos que podem combater o cancro.

São muitas as pessoas que recorrem ao Reiki?
Sim, as pessoas começam cada vez mais a preocuparem-se com a sua saúde e bem estar e procuram o Reiki ou até outras terapias. Eu aconselho sempre a experimentarem aquilo que acham que se identificam mais. Não imponho Reiki convido a experimentar.

É cada vez mais do conhecimento geral que é uma terapia medicinal. E de relaxamento também?
Sim, há médicos que aconselham a terapia aos seus pacientes pelos benefícios que lhes pode trazer. E claro, que o Reiki é uma excelente terapia para se relaxar.

Quais são os benefícios desta terapia?
São vários. O alívio do stress, uma melhor qualidade de sono, produz um relaxamento profundo, dissolve bloqueios de energia e desintoxica. Também fornece energia da força vital de cura e aumenta a frequência vibratória do corpo. Consequentemente, sabemos que quando estamos mais equilibrados, influenciamos positivamente tanto os que estão a nossa volta bem como o ambiente em que vivemos.

Em média, qual o número de pessoas que atende por dia?
Eu amo o que faço e sinto me realizada em conseguir participar na sociedade para que este mundo se torne mais saudável e equilibrado, não trabalho para números! Os meus pacientes, que nem pacientes gosto de chamar, são seres humanos e são tratados cada um deles, como um ser único.  Números não são para mim! (risos)

Sem saúde mental, não há saúde física e vice-versa. Para o nosso bem-estar e equilíbrio, também precisamos de um espírito saudável. É possível o obter com o Reiki? O Reiki não substitui a medicina tradicional?
O Reiki como todas as terapias são complementares. Se me procurarem a tomar medicação, eu não peço para a deixar, peço sim para após o tratamento repetir exames e falarem com o médico. E assim verifica-se se é necessário reduzir a medicação, ou até retirar de vez os químicos. E sim, precisamos de estar equilibrados física, mental e psicologicamente. O que chamam de espírito, eu chamo de essência, é aquela que vamos perdendo com o nosso crescimento. Alguns têm saudades de serem eles mesmos e partem em busca do espíritual, ou seja da sua essência, daquilo que os faz mesmo sentir bem. Chegas à vida adulta ou tens coragem e procuras o melhor que tens dentro de ti, ou segues o ritmo da sociedade e vives á descoberta de tudo que no final não se torna em nada! E faz com que te se sintas insastifeita e algumas pessoas acabam mesmo por adoecer. Feliz daquele que tem coragem e procura dentro de si aquilo que o faz sentir bem, esse é o caminho da felicidade!

Tem casos de sucesso com esta terapia?
Sim tenho casos de sucesso, mas como já referi, não é o terapeuta que cura é o nosso desejo de sermos curados.

Qual o caso mais marcante que lhe apareceu?
Há quatro anos, ligaram-me a pedir ajuda para uma pessoa que estava hospitalizada e eu na minha inocência respondi que quando essa pessoa regressasse a casa após o internamento, eu atendia-o ao domícilio. Mas, nessa mesma chamada foi-me dito que o doente em causa não saía do IPO com vida. Nunca mais me esqueço, que inclusive quem me ligou pediu-me para eu não dizer que era terapeuta e sim que era amiga de família. Eu respondi que ía ao hospital, porém não mentia. O doente estava em fase terminal, já tudo contava que iria falecer a qualquer momento, eu fazia lhe o tratamento ali mesmo no IPO e entretanto começam a surgir melhorias. Aliás, digo com imensas saudades que as nossas sessões eram uma "borga" nem parecia que estávamos no IPO. O tempo passava e ao fim de dois meses o doente apresentava cada vez mais melhorias. Foi nessa altura, que alguém da direção do IPO me perguntou porque eu não ia para lá trabalhar para ajudar outras pessoas. Eu agradeci o convite, mas infelizmente a minha situação financeira não me permitia sequer deslocar-me. Embora saiba, que após dois anos desse convite, vi um artigo em que referia que já existia uma equipa de medicina complementar para doentes oncológicos. Fartei-me de chorar, por não ser também um membro dessa equipa! Mas quem pôde conseguiu. Voltando ao paciente que tratei. Como teve melhoras significativas, foi enviado para casa. Facto nunca antes esperado! Dois dias depois de estar no seu lar, ligou-me e pediu-me para que o visitasse. Porém, disse-lhe que estavámos quase na próxima consulta, que estava um temporal e seria uma grande deslocação. Apesar de tudo isso, mudei de ideias e afinal fui! Quando cheguei estavam familiares com ele e seu pedido fiz-lhe uma sessão, com a família assistir. No final da sessão, o paciente pediu para que ficásse sozinho comigo e disse-me: "Tu não me pudeste livrar da morte, mas deste-me vida nestes últimos tempos, tiveste comigo sempre quando precisei, acreditaste em mim como eu em ti! Nunca desistas de ajudar! Acredita, porque é isso que precisamos quando estamos para morrer, agradeço-te tudo e nunca te esquecerei! És uma grande guerreira!"
Eu após ouvir tais palavras, chorei de tão comovida que fiquei. (voz trémula)
Tentei sorrir e disse-lhe que era sempre o mesmo maluco, que tinha tanto para viver ainda e ainda nos vamos rir disto tudo. 

Na manhã seguinte, recebi a chamada da namorada que me informou que ele se tinha engasgado a beber água e faleceu. Eu fiquei incrédula e nem me estava acreditar! Então tinha começado a curar o cancro e foi falecer com um trago de água?! Mas, infelizmente era verdade! Quando fui ao velório, eram muitas as pessoas que me diziam que ele sabia que ia partir e por isso me tinha chamado no dia anterior. Além de mim, chamou também um amigo e no dia seguinte partiu...
Foi a minha grande aprendizagem! Eu ajudo, porque acredito que consigo a cura se o doente assim também o desejar muito. Mas nós nascemos para morrer! É o ciclo da vida, por isso aprendi que somos caminhantes nesta vida e o que vale são os momentos que vivemos. Temos que os aproveitar ao máximo, porque um dia partimos.

No mínimo quantas consultas, em média, são necessárias? Até obter a cura?
Bem, apenas convido a pessoa a fazer 3 sessões seguidas. Por exemplo, pessoas depressivas tratei-as com 3 sessões e nunca mais tiveram recaídas. Algumas delas, após 6 anos estão super saudáveis.

Os animais também vão às suas consultas de Reiki. De onde surgiu essa vontade de aplicar este tratamento aos animais?
Quando se tratam de animais, eu vou ao domicilio. Ja tratei gatos, cães e peixes de aquário. O reiki pode ser aplicado em tudo! Animais, pessoas, plantas, na comida que ingerimos e.t.c. A ideia de trabalhar com animais surgiu porque eles são muitas vezes a nossa única companhia, são merecedores de carinho e qualidade de vida tal como um ser humano. Não são racionais, mas são seres vivos e eu respeito e gosto de ajudar qualquer ser vivo.

Como vê a evolução da procura de terapias alternativas para os animais em Portugal nos últimos anos? A crescer?
Acho que Portugal não é muito recetivo ainda, pelo menos do conhecimento que tenho. Há 3 anos propus a uma clínica veterínaria em Lisboa e fui aceite, mas depois o destino enviou-me de novo a Vila Nova de Famalicão. Sei que há uma clínica veterinária no Porto, que adoptaram esta terapia também. Inclusive, já falei com alguns veterinários, mas oiço sempre que sou maluca. Então decidi que estava disponível a ajudar animais ao domícilio, basta entrarem em contacto comigo

Este género de terapias deve ser usado apenas a título complementar tal como nos humanos? Ou há casos em que podem ser alternativa à medicina veterinária tradicional?
Este tipo de terapia é complementar e apenas complementar. Cabe ao veterinário decidir quando o animal deve largar a medicação.

Como se aplica/funciona exatamente o reiki nos animais? Quais as principais vantagens em termos de saúde e bem-estar? A terapia nos animais é aplicada da mesma forma que nos seres humanos, através da imposição de mãos nos chakras. Os animais também têm chakras como nós humanos. Sei que tens uma cadela em casa. Agora, imagina aqueles dias em que chegas stressada a casa e quem te vai acalmar? É o teu animal de estimação, que se aproxima logo! Devemos cuidar deles, porque eles tambem cuidam de nós.

Quais são os problemas mais frequentes dos animais, que levam os donos a procurá-la?
São as preocupações do donos que os levam a procurar a terapia para ajudar os seus animais.

Quais são essas preocupações a que se refere?
Quase sempre são situaçoes depressivas, porque os animais também ficam depressivos e alteram o estado do animal.
Do nada, podem ficar agressivos ou então muito melancólicos. As gastroenterites também é uma das preocupações.

Todos os animais são recetivos ao Reiki ou há uns mais que outros? Sim, todos mesmo são receptivos ao reiki. Eu já trabalhei com gatos, cães e peixes. Estou ansiosa e curiosa por aplicar a terapia em cavalos.

Tem muitos casos de sucesso? Houve algum caso que a marcou?
Sim, vários. Agora lembrei -me de um cachorro, do Crack. Teve uma gastroenterite e eu fui chamada para ver no que podia ajudar. Então recordo-me, que no final da terapia disse que o Crack vai cair para o lado cheio de sono e eu também. Quando me apercebi tinha adormecido no sofá e o cachorro ao meu lado. Acordámos e nem parecia o mesmo. Não tenho explicação, foi divertido e estranho. Mas o importante foi a sua rápida recuperação.

Tendo em conta, que tem outras formações. Fale um pouco da reflexologia podal e do tarot energético? Ora muito bem, com o Reiki não é possível fazer diagnóstico. Todavia na Reflexologia Podal é possível. Esta formação que fiz foi mesmo para puder fazer diagnósticos e então complementar o Reiki com a Reflexologia Podal. Assim, o paciente não pode dizer que o Reiki é bruxaria! ( risos) 
O Tarot Energético é um tarot diferente, ajuda a pessoa a ter uma orientação. E como as cartas são tao fáceis de ler, o próprio consulente vê que não está a ser aldrabado.

Atualmente, há muitas mentes fechadas ao Reiki. Ainda há muitas pessoas a pensarem que se trata de consultas com bruxos e por isso não acreditam nesta técnica?
Sim! Ainda há muita gente a pensar que somos bruxos, ou que somos seitas religiosas.

Sente que tem algum poder? Algum dom?
Poder temos todos nós, a nossa mente é o nosso Poder. O Dom também o temos. Eu costumo dizer, que quando se ama muito aquilo que se faz. Isso dá-nos felicidade e realiza-nos. Vemos as coisas de uma forma diferente, somos mais dedicados e mais entregues. Assim, se consegue o Dom, a meu ver.

Ao fim de cada dia sente-se feliz por ajudar os outros? É gratificante este trabalho para si?
Sinto-me muito realizada e feliz por ajudar o próximo, porque eu já estive e estamos sempre a precisar de ajuda mútua. Nos meus momentos mais complicados, não tive a ajuda que posso proporcionar hoje. Quando já passamos pelas coisas, conseguimo-nos colocar mais facilmente no lugar do outro. Se o ouvires apenas, estás a aliviar-lhe a dor. Isso faz com que a pessoa se abra ao novo, ganhe auto-confiança e siga o seu caminho.

Sente-se realizada a nível profissional?
Sim, sinto-me muito feliz e realizada! Ainda há dias recebi uma chamada na qual me contaram as mudanças que obtiveram com o meu trabalho. As lágrimas escorreram-me pelo rosto de felicidade.
Tenho um lema muito conhecido: não faças ao outro o que não queres que te façam. Quando eu precisei e me viraram costas eu nunca desisti e é isso mesmo que procuro ajudar no próximo. Se precisarem de mim, estou cá para escutar e auxiliar a que tenham uma vida mais colorida e saiam da zona cinzenta.

Por fim, deixe-nos um conselho. Revelou-nos que as células cancerosas surgem quando absorvemos ressentimentos. O que fazer para evitar maus sentimentos?
Somos energia, aprendemos isto na primária. Acredito que o cancro se desenvolva em pessoas com coisas mal resolvidas no passado. Quando algém nos magoa, devemos dizer a esse alguém que nos fez mal. E termos a noção que essa mágoa serviu para alguma lição. Se isso não bastar, temos que nos libertar de outra forma. Quando passei por um fase de mágoa e tristeza, comprei uma caixinha e guardei lá dentro coisas positivas que me aconteciam. Resulta!

 

Como podem comprovar é fulcral que as pessoas se sintam bem com elas próprias, com o seu meio ambiente e com quem as rodeiam. Fujam ao máximo de pessoas tóxicas e de tudo o que vos faz sentir mal.
A vida é algo tão bom, para ser mal vivida!

 

Caso queiram conhecer melhor e contactar a terapeuta Maria Vieira:
(cliquem nas hiperligações abaixo indicadas)

Facebook: Maria Vieira

Página profissional do Facebook: Cantinho-da-Saude

Entrevista à Psicóloga Clínica Diana Castro - Depressão e Ansiedade

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Meus queridos seguidores, à pouco tempo deixei-vos um testemunho de uma jovem que sofre de Ansiedade. Hoje trago-vos uma entrevista que aborda a Ansiedade e a Depressão. Decidi entrevistar a Psicóloga Diana Castro e foi com gosto que a mesma, aceitou ser entrevistada para este meu blog Alma de Hygge, e desde já lhe agradeço publicamente!

Há quatro anos que tem vindo apaixonar-se cada vez mais  pela profissão que escolheu, há quatro anos que exerce Psicologia Clínica. A Dra. Diana confessou ao Alma de Hygge que sempre foi "muito indecisa", mas que quando chegou àquele "derradeiro momento de decidir o que queria ser, não tive duvidas nenhumas". A psicóloga referiu também que "a Psicologia foi algo inexplicável, senti que se fosse para a universidade tinha de ser para Psicologia, caso contrário não valia a pena. Era o que me fascinava, queria aprender mais sobre o comportamento humano, a mente, as emoções, mas principalmente queria ajudar os outros, trabalhar com crianças e tentar fazer das pessoas um pouco mais felizes. Hoje posso dizer que foi a melhor decisão da minha vida!"
A Dra. Diana Castro dá consultas em Barcelos e em vários locais do concelho de Vila Nova de Famalicão. É possível  marcar consultas com a Psicóloga nas Clínicas Médicas Clieste (Barcelos e Vermoim – Famalicão), na Clínica Dentária Brufdente (Brufe – Famalicão) e no GAPE- Gabinete de Apoio Psicológico e Escolar (Antas – Famalicão). A Dra. ainda colabora com a Associação Espaço em Movimento (Portela Sta. Marinha – Famalicão), na qual dá consultas na associação e também vai a algumas escolas, como por exemplo, à Escola EB 2,3 Dr. Nuno Simões, em Calendário.
A psicóloga Diana adiantou ao blog que neste momento, no GAPE está também a colaborar com várias escolas do concelho de Famalicão e a implementar um programa de avaliação/apoio ao pré-escolar.

É notável que a depressão e a ansiedade têm sido cada vez mais um marco na sociedade. São muitos os casos que recorrem a si com estes flagelos?
Sim, é verdade. Infelizmente diariamente surgem-me cada vez mais casos de ansiedade e depressão.

Ao fim e ao cabo o que é a depressão e a ansiedade?
A depressão é a perturbação psicológica que afeta mais pessoas em Portugal. É uma perturbação de humor e deve-se a experiências que foram traumáticas no passado e das quais ainda não nos conseguimos libertar.
Grande parte das pessoas pensa que depressão é tristeza, mas é muito mais do que isso, a pessoa deprimida fica sem vontade de viver e sofre muito.
Eu dou sempre o exemplo do balão, enchemos o balão, enchemos, enchemos, até que quando está muito cheio o que acontece? Rebenta! E a depressão é isto, é um acumular de acontecimentos traumáticos e de dor que quando atinge o deu limite cria a chamada: Depressão.
A ansiedade é uma reação normal do ser humano mas quando é excessiva estamos perante um distúrbio emocional, ou seja, de uma Perturbação da Ansiedade.
As pessoas que sofrem desta problemática sentem uma preocupação e medo extremos em situações simples do dia-a-dia, para além de vários sintomas físicos.

São muito amplas as causas da depressão? Mas quais são as principais?
A solidão, acontecimentos traumáticos (como por exemplo, perdas, divórcio, abusos sexuais, violência doméstica, bullying), stress, doenças graves, desemprego, problemas financeiros, problemas conjugais ou familiares e fatores genéticos.

Quais são os fatores de risco?
O baixo nível socioeconómico, o desemprego, o stress, ser mulher ou idoso, ter um historial de depressão na família, doenças crónicas, a falta de apoio da família ou de amigos, perda de algum ente querido e traumas.

Como uma pessoa pode saber que se encontra com uma depressão? Isolamento e falta de ânimo são os sintomas mais comuns?
Não, os sintomas mais comuns são humor deprimido, apatia, sentimentos de culpa, baixa autoestima, fadiga ou falta de energia, insónias, dificuldades em estar concentrado, perda de apetite em fazer atividades que anteriormente lhe davam prazer, falta ou excesso de apetite (daí a grande perda ou aumento de peso), diminuição do desejo sexual, irritabilidade e ideias recorrentes de morte ou suicídio.

É possível prevenir uma depressão? Como?
Sim. Devemos praticar desporto, dormir 8 horas por noite, ter uma alimentação saudável, passear, estar com as pessoas que mais gostamos, tentar afastar os pensamentos negativos da nossa cabeça, ter uma boa autoestima, ou seja, aceitar-se tal como é e ser otimista.

Situações de bullying, principalmente em crianças, provocam depressão?
Claro que sim. Nas crianças vítimas de bullying é comum a baixa autoestima, as dificuldades em se relacionar com os outros e os pensamentos suicidas. Mesmo a longo prazo, o bullying tem consequências no desenvolvimento da criança, tornando-a num adulto inseguro, com baixa autoestima e com falta de autoconfiança.

Quando o depressivo não quer ser ajudado, o que é aconselhado a fazer?
Nesse caso, as pessoas que o rodeiam devem procurar conhecer melhor a doença para o poderem ajudar, devem conversar com ele sobre a depressão, explicar o que é e o porquê de precisar de tratamento. Podem oferecer-se para marcar a consulta ou para o acompanhar, mostrando assim que o apoiam e que não está sozinho.
Às vezes é preciso algum tempo para perceber que precisamos de ajuda, os outros têm de ter paciência, mostrar que o compreendem e respeitar o seu tempo.

O que podemos fazer para ajudar uma pessoa com depressão?
Devemos ter paciência, ser ouvinte, não julgar nem criticar, mostrar apoio e transmitir-lhe calma e estabilidade. Algumas estratégias passam por tentar levar essa pessoa a passear, a fazer atividades que gosta e a praticar exercício físico.

Quais são as consequências que a depressão pode causar na pessoa?
A depressão que não é tratada pode piorar, os pensamentos suicidas aumentam e a probabilidade de cometer o suicídio é maior.

Como tratar a depressão?
O tratamento depende de pessoa para pessoa, mas é muito importante a motivação e a força de vontade. O tratamento mais eficaz são a psicoterapia e a medicação (em conjunto).
A psicoterapia é a mais importante no tratamento da depressão e é a que previne eventuais recaídas. Numa fase inicial a medicação melhora os sintomas, mas é através da psicoterapia que se adquire as ferramentas necessárias: autoestima, resiliência, segurança e otimismo.

Quem sofre de depressão uma vez, ficará mais vulnerável? Será sempre um alvo de depressões?
Sim, é provável, mas cada caso é um caso e depende de vários fatores, sendo um deles a resiliência, ou seja, a capacidade que cada um de nós tem em lidar com os problemas e com o stress.
A depressão poderá até ser crónica, por isso é que é extremamente importante cumprir todo o tratamento e não o interromper de repente, pois assim o risco de voltar a deprimir é elevado e quantas mais recaídas a pessoa tem, mais fragilizada e vulnerável pode ficar.

A ansiedade, os ataques de pânico, o medo e as fobias estão interligados?
Sim, todas fazem parte das Perturbações de Ansiedade. Estas perturbações caracterizam-se por um medo e uma ansiedade exagerada, com um grande impacto no nosso dia-a-dia.

Quando nos referimos a ataques de pânico referimo-nos também a ataques de ansiedade? Como diagnosticá-los?
Sim, ambos são a mesma coisa. Estamos perante um ataque de pânico quando sentimos um medo exagero, intenso e sem razão aparente, acompanhado por vários sintomas físicos.

Quais são as causas e os sintomas? Inclusive esses físicos a que se referiu.
As causas da ansiedade podem ser várias, por exemplo devido a traumas do passado, doenças respiratórias, drogas, stress ou questões genéticas, ou seja, se os nossos pais têm uma perturbação da ansiedade, nós estamos mais predispostos a ter também.
Os principais sintomas são o medo, a dificuldade em respirar, suores, dores no peito, formigueiros, batimentos cardíacos acelerados, tonturas, tremores e sensação de morte.

Qualquer pessoa está sujeita a ter ansiedade. Mas quais são aquelas que estão mais predispostas a isso?
A ansiedade é normal no ser humano, contudo em algumas pessoas pode ser exagerada. As pessoas mais inseguras, mais medrosas e mais pessimistas são aquelas que estão mais predispostas, tal como as que lidam com mais stress ou as que passaram por grandes choques, fracasso ou conflitos.
 
O que fazer quando há indícios de uma pessoa com este transtorno?
O que podemos fazer é aconselhar essa pessoa a procurar ajuda de um profissional, de forma a aprender a controlar a ansiedade.

Como é possível controlar a ansiedade?
A melhor técnica é através da psicoterapia e a prática de exercício físico. Na psicoterapia procuramos aprender a reconhecer os sintomas e a lidar com eles. São muito importantes as técnicas de relaxamento e de respiração.

Falou novamente na psicoterapia, como o tratamento mais eficaz para tratar casos de ansiedade e de depressão. Em que consiste essa técnica, para além do que disse? É invasiva?

Não, nada disso. A psicoterapia é uma relação profissional entre um psicólogo e um cliente, tendo por base princípios e técnicas da psicologia. Juntamente com o paciente definimos objetivos e planos de tratamento, abordamos os sentimentos, os pensamentos e os comportamentos. O objetivo é ajudar o paciente a assumir o controlo da vida e a saber responder a situações desafiadoras de forma ajustada.
É uma técnica natural, em que a pessoa aprende a lidar com os seus problemas, a conhecer-se melhor e a desenvolver as capacidades emocionais.
Estas sessões duram 50 minutos a uma hora e a frequência depende das necessidades e dos objetivos de cada pessoa. 

A ansiedade é crónica?

A ansiedade é um mecanismo de proteção que precisamos, pois protege-nos e prepara-nos para situações difíceis, o problema está quando ela deixa de ser uma resposta natural do corpo humano e começa a aparecer sem razão, de forma exagerada e com bastante frequência, aí falamos de uma Perturbação.
Algumas perturbações da ansiedade são reversíveis, mas no geral a ansiedade é crónica, por exemplo, a Perturbação da Ansiedade Generalizada. Quando falamos em tratamento para a ansiedade, o correto é falarmos em estratégias e técnicas que nos ajudam a gerir e a controlar a ansiedade, não em cura. 

O stress, o medo e a ansiedade interferem com o nosso estado emocional, mas também com a nossa saúde física correto?  Com o sistema gastrointestinal por exemplo...
Sim, é verdade. O nosso cérebro esta ligado ao sistema gastrointestinal e assim quando estamos perante o stress ou a depressão é normal a inflamação no intestino. A pessoa ansiosa ou em stress fica mais consciente dos sintomas desconfortáveis associados à doença e também fica mais sensível à dor abdominal.

Os medicamentos e o apoio psicológico são os mais comuns no tratamento destas doenças. Mas é possível alcançar bons resultados sem medicamentos?
Claro que sim, só é preciso uma coisa importante: muita força de vontade! Tudo é possível com força de vontade.

É verdade que fazer voluntariado promove felicidade e por sua vez reduz os efeitos da depressão e da ansiedade? Pode ser um escape a estes transtornos?
Podemos dizer que sim. O voluntariado promove a interação social, desenvolve capacidades, aumenta a autoconfiança e a autoestima. Mas, o voluntariado é como trabalhar, no sentido em que pode haver stress na mesma, aqui o mais importante é ocupar o tempo livre.
Se a causa da depressão não estiver relacionada com o emprego, ou seja, se tivermos um emprego estável e tranquilo, devemos trabalhar normalmente, passear, fazer desporto e fazer atividades que gostamos, de forma a ocuparmos o nosso tempo livre e não haver tempo para pensamentos negativos.

Qual o caso que a marcou mais desde que exerce a sua profissão?
Tenho vários que me marcaram, mas os que me marcaram mais foram os casos de abusos sexuais entre irmãos e as vítimas de violência doméstica institucionalizadas em Casa de Abrigo.
Posso dizer que a violação é algo que me marca muito, devido ao grande trauma e sofrimento da vítima, aquilo muda-a para sempre. Os abusos entre irmãos infelizmente também é bastante frequente e são vários os casos que tive de irmãos que abusaram, ou seja, violaram as irmãs mais novas, tudo por falta de informação. Estes traumas são enormes, tanto para a vítima como para o agressor.
Quanto às vítimas de violência domestica, é algo que sempre me sensibilizou como mulher e era difícil ver o sofrimento destas mulheres, com os filhos ao colo, a terem de se esconder para o agressor não as encontrar.
Infelizmente é uma realidade que muitas pessoas desconhecem.

Acredito que seja preciso ter uma estrutura emocional forte para lidar com as vítimas. Consegue retratar em poucas palavras, os dias de uma vítima numa casa de abrigo?

Sim, acabamos por nos habituar. A integração é muito complicada, vão assustadas e fragilizadas, juntamente com os filhos. Existem muitas casas espalhas pelo país, preparadas para dar todo o suporte e apoiar em tudo o que precisam, nunca estão sozinhas. Os primeiros dias são complicados e perigosos, ficam sem meios de comunicação e recolhidas em casa. Depois aos poucos vamos reconstruindo o seu projeto de vida (trabalho, escola, casa).

Além dos transtornos que foram abordados nesta entrevista. Quais outros motivos frequentes que levam os seus pacientes recorrerem a si?

As Perturbações Obsessivo-Compulsivas, as Fobias, a Perturbação de Pânico, a baixa autoestima, a Hiperatividade com Défice de Atenção, a Dislexia, o Autismo, as dificuldades no desenvolvimento da aprendizagem e os problemas comportamentais (agressividade e desobediência).

Ao fim de cada dia sente-se feliz por ajudar os outros? É gratificante este trabalho para si?
Claro que sim. É muito gratificante para mim poder ajudar outras pessoas. É inexplicável a sensação de felicidade que sinto quando vejo que conseguiram ultrapassar os seus problemas e que estão bem. Tudo isso é o que me dá força todos os dias para dar o meu melhor e me dedicar ao máximo.

 

transtorno-bipolar.jpgA pensar na felicidade e bem-estar, que tanto transmito neste blog, quero que com esta entrevista não deixem entrar nas vossas vidas más energias e maus pensamentos! Façam tudo o que vos faz felizes a cada dia que passa, não contem os dias e vivam-nos! 
 Espero que tenham gostado, que tenham ficado mais esclarecidos e alertados sobre estas doenças da moda, que infelizmente são cada vez mais recorrentes.

Certamente, vão gostar de conhecer melhor o trabalho que tem sido feito pela Dra. Diana Castro:

SITE: www.dianacastro.pt
FACEBOOK: @psicologadianacastro

 

Desabafo de uma jovem que enfrenta a doença aflitiva da atualidade, a ansiedade.

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Bem, hoje trago-vos um tema cada vez mais abordado nos dias que correm. A população atual vive de ansiedade, de ataques de pânico, de depressão, de fobias e de medos. Este estado depressivo, ansioso e triste é um flagelo cada vez mais patente, até nas crianças. A ansiedade é terrívelmente frequente! E acreditem que não deve ser nada fácil viver constantemente num estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. E não, não são pessoas fracas e por isso sofrem desta "maluquice", como muitos a chamam. São pessoas fortissímas e não escolheram ter esta doença. Ninguém a escolhe e todos estamos susceptíveis a ela. Mas acreditem que é possível superá-la e ter uma vida normal. É uma superação diária e persistente. Até pode ser com altos e baixos, mas ao fim e ao cabo, todos os temos.
Posso-vos adiantar, que para além do testemunho que vos apresento aqui hoje da blogger e minha amiga Catarina Gomes, nos próximos dias serão publicados interessantes artigos que vão abordar também esta temática. Fiquem atentos!


Testemunho de quem vive com o medo:


"Toda a gente já se sentiu em pânico, com medo, com um stress tão grande que quase que achava que ia explodir com raiva. Já toda a gente se sentiu confusa, desorientada, perdida. Mas um dia ou outro é uma coisa, sempre, a toda a hora, isto já é outra história.
Os meus ataques começaram quando tinha 15/16 anos. No início não liguei e os adultos muito menos. Era adolescente, logo a culpa era das hormonas. Os anos foram passando, os ataques foram crescendo e ficando maiores e menos espaçados e os que outrora diziam que não era nada, começaram a dizer que era alguma coisa. Não liguei. Eu doente da cabeça? Jamais !
Mentia a mim mesma na esperança de acordar e de ter passado. Isso nunca aconteceu, até porque eram raras as noites em que passava as 3h de sono. Os pesadelos apoderavam-se de mim, noite após noite e cheguei ao ponto de ter medo de adormecer. Não só pelos pesadelos, mas pelo pesadelo que era saber que no dia seguinte todo aquele medo e ansiedade me iam perseguir outra vez e iam ser ainda piores que o dia antes. O pânico passou das coisas pequenas para tudo. Eu que adorava ir ao shopping, comecei a ganhar medo, eram muitas pessoas num lugar só. A minha carta de condução está quase por usar porque o medo e o pânico não me deixam sequer sentar no banco do condutor. Adoro o meu ginásio, o café que mais frequento, mas somente quando estão vazios. Só me sinto segura com as minhas pessoas e em poucos sítios, mas demorei muito tempo até admitir que precisava de ajuda e que estava doente. Fazia os meus amigos e a minha família rirem imenso na esperança que o riso deles me melhorasse, mas não ajudava em nada, só me deixava mais infeliz. Tenho medo de tudo, até tenho medo do medo, da minha sombra, de mim, das minhas pessoas e ainda mais das que não conheço. Quero visitar novos lugares e conhecer novas pessoas, mas depois penso no assunto e começo a tremer, fico gelada até aos ossos, começo a ficar sem ar e a sentir tudo a desabar. Tudo em mim é motivo para pensar tanto até o cérebro explodir. Eu não descanso. O meu cérebro trabalha 24h por dia, a pensar e a analisar todos os detalhes, todas as coisas, do mais ridículo ao mais sério. Penso demasiado, guardo demasiado, e ando sempre exausta. Não consigo dizer-vos as horas que passei a implorar para que tudo acabasse. Também não vos consigo dizer a luta que era para sair de casa, ficava mais de 1h a olhar para a porta às vezes a tentar ganhar coragem. Só ando na rua a ouvir música ou com as minhas pessoas e mesmo assim o pânico e a ansiedade estão sempre presentes. Tudo tem de ser controlado por mim, o que não for mata-me. O meu dia tem de ser todo esquematizado porque de outra forma não me sinto bem. E quanto aos ataques de raiva, são tão maus que já tentei bater à minha mãe mais que uma vez e destruo tudo aquilo que tenho à minha frente. Para além dos ataques, tenho uma doença auto-imune que retira de mim todo o controlo que tenho sobre o meu corpo e em que o stress me provoca dores tão grandes que nem as drogas milagrosas do hospital me ajudam.
É difícil relatar o que sinto nos meus ataques de pânico, raiva e ansiedade, mas é uma dor imensa. Depois de um ataque, tudo me dói e fico ainda mais esgotada. Sinto o peso do mundo a todos os minutos do dia e todos os dias imploro para os meus pensamentos me deixarem em paz, porque torna-se mesmo muito difícil de aguentar. Agora aceitei ajuda e estou a ser medicada. Estou em casa a ser muito mimada pelas pessoas que me amam e que eu tanto amo e que compreendem as doenças que tenho. Estou em casa a tratar de mim e a recompor-me, porque o buraco negro onde me meti é tão grande que às vezes é difícil sair do fundo do túnel.
É difícil de explicar o que uma pessoa com a minha doença sente, mais difícil ainda é a nossa sociedade aceitar-nos. Já sentiste o teu mundo desabar pelo menos uma vez na tua vida, não já? Agora imagina o que é sentir isso a cada segundo, todos os dias. É assim que uma pessoa com ataques de pânico e de ansiedade se sente."

A Catarina Gomes contou-nos a sua história. E desde já, lhe faço o meu agradecimento público. Não é para todos partilhar algo tão íntimo e que infelizmente nos dias de hoje é criticado. E acreditem que é íntimo! Porque quem vê a Catarina, vê uma menina sorridente, mas isso deve-se à auto-defesa que ela criou!
As pessoas, que tal como a Catarina Gomes vivem com ataques de pânico e de ansiedade e que estejam a ler este desabafo, vão reparar que não estão sozinhas. E quem nunca vivenciou tal doença, ou nunca assistiu, ou nem tem noção do que se trata, vai perceber melhor em que consiste este mal.

Vão gostar de conhecer melhor a Catarina e ver também o seu blog:

Intagram: @catarinaslgomes

Facebook: @lumosbycat

Blog: Lumos

É que ninguém mesmo...

Sobre as mais encantadoras publicações nas redes sociais.

 

"Corri 10km! Estou magnífica!"
"A manhã começou no ginásio."
"A asneira do dia. O meu doce preferido!"
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"Hoje foi dia de passear."
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"A aparência vai chamar-te a atenção por uns minutos. O carácter vai surpreender-te a vida toda!"
"... a sentir-se triste/pensativo/destroçado."
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"Coffee break."
"Mais um dia no escritório."
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